02 setembro 2019

O PERDÃO CONDICIONAL


Falar sobre perdão ainda é uma das coisas mais difíceis da humanidade, visto que não somos preparados e trabalhados para abrir mão de determinadas coisas. Pelo contrário, desde pequenos somos doutrinados a revidar, seja em palavras ou atitudes, as ofensas que sofremos.

Somado a doutrina recebida desde a infância, ainda temos alguns fatores intrínsecos, como o temperamento e a personalidade. Ambos compõem quem somos e estão relacionados, diretamente, a maneira como se recebe e reage a determinadas situações.

E o que isto tem haver com perdão? Tudo! Pois, nesta dinâmica pessoal alguns são mais tendenciosos a manifestar o orgulho e pendem a decidir perdoar com menos frequência que os demais; outros nunca se deixarão levar pelo perdão; outros perdoarão e se sentirão perdoados sem que o outro nem saiba e tem ainda aqueles que perdoarão com facilidade.

Contudo, o que precisa ficar bem claro é que a maneira como lidamos com o perdão não muda a necessidade que temos de perdoar. Vamos além, ela não nos isenta de manifestar o perdão. Quanto mais conscientes nos tornamos das ofensas sofridas, mais obrigados a perdoar nos tornamos.

Outro fator interessante é que não devemos esperar sentir o desejo de perdoar. Até porque, isto nunca irá acontecer. Afinal, a tendência humana é permanecer guardando a ofensa, prendendo o outro em uma dívida eterna.

Então, por que perdoamos?

Porque é necessário!

É necessário para o nosso bem estar; é necessário para o bem estar do nosso relacionamento; é necessário para restauração das emoções; é necessário para nossa salvação. Isso mesmo, nossa salvação depende do nosso desprendimento em liberar os outros das dívidas emocionais que eles possuem conosco.

Segundo Jesus, o perdão divino também é condicional ao perdão humano. Se somos pessoas desprendidas e vivemos de maneira que o perdão é um estilo de vida, então estamos na rota do perdão divino. Contudo, se mesmo conhecendo a Palavra, não decidimos perdoar aqueles que nos ofenderam, também não haverá perdão para nós.

“E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;” (Mateus 6:12).

Pode até parecer dura esta Palavra, mas só podemos dizer que conhecemos a Deus se sabemos lidar com as pessoas a nossa volta. Querendo ou não, é condicional.

“Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?” (1 João 4:20).

Pense sobre isto!





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05 agosto 2019

INTELIGÊNCIA, UMA FERRAMENTA DIVINA


Toda criação divina é perfeita. Quando olhamos para os detalhes de cada espécie, para as diversas formas encontradas na natureza, para as pequenas e grandes características que tornam cada objeto da criação ímpar, percebemos como o Criador projetou tudo de forma especial e com um propósito.

Partindo deste pressuposto, onde tudo tem um motivo de existir, chegamos a conclusão que Deus também deu ao homem inúmeras ferramentas para cumprir a tarefa e propósito de vida pela qual fora criado: governar o mundo. Uma destas ferramentas chama-se Inteligência. Não é a toa que o ser humano fora criado com a capacidade intelectual infinitamente superior a de outros seres vivos.

Diferente do que alguns pensam, o Homo Sapiens Sapiens não é fruto do acaso, nem de um mero acerto de um processo evolutivo. A inteligência faz parte do ser humano desde quando o Criador idealizou a raça humana e projetou tudo a sua volta para que ela pudesse exercer com perfeição a tarefa que Ele lhe confiaria. Desta forma, ser inteligente é uma dádiva de divina para o cumprimento do propósito pelo qual o homem fora criado.

O problema é justamente se temos cumprido o propósito inicial ou se temos utilizado a ferramenta apenas para benefício próprio. Pior, será que temos utilizado esta inteligência?
Quando observamos o mundo a nossa volta e as diversas reações humanas, fica, justamente, está pergunta: “Será que temos utilizado a inteligência dada por Deus para cumprir o propósito que Ele determinou?”. Afinal, gradativamente, temos uma humanidade destruindo o mundo e toda a criação por causa da ganância, do desejo desenfreado pelo poder, pelo benefício próprio, etc. O mesmo ser humano criado com a inteligência perfeita para cuidar é o que destrói: natureza, animais e outros seres humanos.

O problema ainda se agrava quando observamos como o homem tem se distanciado de Deus. Cada dia que passa as pessoas se afastam mais daquele que os criou. Quanto maior o nível de conhecimento humano, mais distante ele fica de Deus. Claro que isto não é uma regra, mas grande parte da humanidade se acha inteligente demais para crer.

Contudo, o projeto original de Deus continua o mesmo. Ele não mudou os seus planos e o ser humano continua sendo a coroa de sua criação, tendo sido criado para representar o seu Criador na terra e dotado de inteligência para cuidar da casa chamada planeta terra.

Agora, fica a pergunta: O que temos feito com o dom da inteligência divina em nós? Temos utilizado esta ferramenta para o bem da humanidade ou para benefício próprio?

Pense Sobre Isto!





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15 julho 2019

AS OPORTUNIDADES QUE ALIMENTAM AS CENTELHAS DE ESPERANÇA


A Bíblia nos conta a história de uma mulher que tinha tudo para ficar reclamando da vida, dos políticos, dos líderes religiosos, dos familiares, dos amigos, do mundo... Trata-se da mulher do fluxo de sangue. O que acha de lermos esta pequena passagem juntos?

“E uma mulher, que tinha um fluxo de sangue, havia doze anos, e gastara com os médicos todos os seus haveres, e por nenhum pudera ser curada, chegando por detrás dele, tocou na orla do seu vestido, e logo estancou o fluxo do seu sangue.” (Lucas 8: 43, 44).

Às vezes, quando me pego lendo este breve texto das Sagradas Escrituras, fico tentando imaginar a vida daquela mulher, vivendo em uma época onde as mulheres eram preteridas, e aquelas que possuíam um problema igual ao dela, totalmente desprezadas. A família não podia tocar, os amigos não chegavam perto, os líderes religiosos cortavam caminho para não encontrá-la. Para piorar a situação, tudo que ela tinha fora gasto com médicos, tratamentos, medicamentos, enfim, todos os seus bens foram gastos na tentativa de encontrar uma solução para sua enfermidade.

Por fim, a única coisa que lhe sobrara fora um fio tênue de esperança. Certo dia, sentada em uma cadeira improvisada, naquele casebre que agora chamava de lar, ouvira alguém passar ao longe dizendo:

─ Venham todos! Jesus, aquele que muitos dizem ser o Messias, está passando na estrada, rumo à casa de Jairo!

Ao ouvir a notícia ela salta da cadeira (imagino eu), se agarra a centelha de esperança que lhe resta e parte em direção aquela que pode ser sua última oportunidade. No meio do caminho ela se lembra que pela lei não poderia chegar perto de ninguém, não poderia tocar em ninguém.

─ Mas, está pode ser minha última oportunidade - Pensava ela. E sem se importar com o que iriam dizer prossegue sua caminhada rumo ao motivo da sua esperança.

Quando está chegando perto do Mestre, aquele sentimento de temor, misturado com esperança enche o seu coração. Ela olha em volta e vê os religiosos que a massacram, os visinhos que a evitam, os familiares que a rejeitam. Contudo, quem pode parar alguém motivado pela fé, conduzido pela esperança?

Em uma última tentativa desesperada ela se espreme em meio aos seus algozes, tentando ficar o máximo possível anônima em meio à multidão, até que consegue tocar o Messias com a pontinha dos dedos e é empurrada por um brutamontes, caindo ao chão, enquanto Jesus e a multidão vão se afastando lentamente. 

Neste momento, uma lágrima corre solitariamente no canto do seu olho; pensamentos de desespero enchem seu coração por não conseguir aquilo que realmente desejava. Até que ouvi uma voz, a mais doce que já ouvira dizendo: “Alguém me tocou e de mim saiu virtude para curar!”.

No meio de uma multidão, Jesus sentiu apenas o toque espremido, rápido e quase superficial daquela mulher, mas isto foi suficiente para transformar a sua vida.

Se existe uma coisa que aprendo com a mulher que fora curada do fluxo de sangue é que as oportunidades se apresentam para nós todos os dias. O que fazemos com cada uma delas é uma escolha pessoal. Ela, por exemplo, tinha todos os motivos para ficar reclamando, mas decidiu correr atrás da oportunidade que acendera a última centelha de esperança que lhe restara.

O que você tem feito com as oportunidades da sua vida?


01 julho 2019

NÃO DEIXE PASSAR AS OPORTUNIDADES


Como sou muito observador, vejo como constantemente as pessoas deixam passar grandes e pequenas oportunidades em sua vida e nem percebem. O pior, na maioria dos casos, estas ainda tendem a viver murmurando e dizendo que todos a sua volta conseguem o que querem, mas elas, “azaradas que são”, não conseguem nada.

É impressionante como as pessoas têm a faca e queijo na mão e não aproveitam a oportunidade. São talentosas, com todo potencial para crescer, mas não aproveitam aquilo que lhes é dado.

Isto nos faz pensar em como devemos estar sempre atentos as coisas que estão a nossa volta. Afinal, oportunidade desperdiçada por uns, podem se transformar na oportunidade da vida dos outros.

É claro que nosso objetivo aqui não é gerar uma disputa, muito menos confusão, mas mostrar como muitas pessoas, mesmo talentosas, deixam de alcançar ou realizar grandes coisas por não saberem aproveitar os momentos.

Precisamos aprender a abraçar as oportunidades, a transformar cada situação em um grande potencial para o nosso desenvolvimento e agir proativamente em busca daquilo que desejamos alcançar.

E você, o que tem feito com as oportunidades da sua vida? Tem aproveitado estes momentos para realizar o que deseja ou deixado passar?

Pense sobre isto!


03 junho 2019

FESTA DE PENTECOSTES E A GRATIDÃO


Como em toda sociedade, Israel carrega em sua história elementos maravilhosos da sua cultura, que atravessam o tempo. Alguns existem há pouco tempo, outros estão lá desde os seus primórdios. 

Eles podem indicar inúmeras coisas; apontar para um ponto específico da história; revelar segredos poderosos; estar ligados à religião, ao sistema político e até mesmo ter um significado profético.

As festas, por exemplo, sempre possuem em significado especial. Principalmente em Israel, onde cada uma delas tem um porquê de existir.   Este é o caso da festa de Pentecostes, também conhecida como festa das semanas ou festa das primícias.

Independente do significado político/cultual/profético, existe um elemento essencial nesta festa, que é encontrado em cada uma destas esferas, mas que também subsisti de maneira independente: a GRATIDÃO.

Uma das principais causas da realização da festa de Pentecostes era demonstrar ao Senhor o sentimento de gratidão por mais um ano de colheita dos frutos que a terra produzira.

Uma nação forte não pode existir se o seu povo não sabe ser grato pelas bênçãos recebidas. Da mesma maneira, uma família, um relacionamento, um trabalho, etc. não podem ser bem sucedidos se as partes envolvidas não souberem expressar seus sentimentos de agradecimento por tudo.



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01 maio 2019


Atualmente, vejo centenas de comentários nas redes sociais falando sobre a igreja. Em muitos casos são informações, questionamentos, afirmações e pontos de vista que nada tem haver com a verdadeira Noiva do Cordeiro. Isto fica evidente devido ao desejo inerente de cada um em defender sua posição com a única finalidade de justificar pensamentos contraditórios, na maioria das vezes, contra seus líderes.

É tanta gente querendo definir como deve ser a Noiva; o que ela deve ou não fazer; como ela deve se portar; quem faz ou não parte deste grupo, que acabamos nos perdendo em meio a tantas supostas definições. Tudo definido por pseudo-teólogos, formados nos bancos frios da discordância, murmuração, reclamação e fofoca. A maioria pessoas feridas que querem justificar o fato de estarem fora discordando e inventando uma nova teologia, baseada nas feridas e mágoas.

A verdadeira Noiva do Cordeiro não tem nada haver com essa guerra teológica. Pelo contrário, ela continua sendo a mesma noiva separada, santa e imaculada que o Noivo virá buscar.

Por mais que alguns queiram determinar como ela deve ser e agir, a base do seu relacionamento com o noivo, suas características e modo de agir continuam sendo as determinadas pelas Sagradas Escrituras, sem distorção dos textos bíblicos e de forma genuína.

A noiva não é, e nunca será, fonte de manipulação. Mas sempre agirá com a única intenção de exaltar, glorificar e apontar para o seu amado, o Noivo.
Quanto àqueles que querem se aproveitar das situações para defenderem um ponto de vista, lembrem-se: A Noiva não é sua, é do Cordeiro!

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14 abril 2019

CRISTO É A NOSSA PÁSCOA


“Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.” (1 Coríntios 5:7b).

A páscoa é uma das festas mais importantes dentro da cultura judaico/cristã. Mais do que apenas um misticismo religioso, um dogma a ser seguido e reproduzido, ela representa um ponto histórico, um marco, para ambas. Não é em vão que judeus e cristãos a considerem fundamentais para a sua crença.

Mas, o que realmente significa a Páscoa?

A resposta para esta pergunta vai muito além da doçura do chocolate ou da fofura do coelho. Na verdade, ela aponta para acontecimentos verídicos, históricos e poderosos que têm mais haver com a realidade do que com a fantasia de alguns elementos que nem fazem parte deste contexto.

Em síntese, para os judeus aponta para libertação da escravidão egípcia, um dos fatos mais marcantes da nação, quando, através do seu servo Moisés, Deus libertou o seu povo da escravidão do Egito. Já para os cristãos, além do sentido anterior, ela está relacionada com o sacrifício de Jesus, na cruz do calvário, para libertar o ser humano da escravidão do pecado.

A relação entre as duas comemorações vai muito além disto, afinal, não haveria páscoa cristã sem que antes houvesse a páscoa judaica. Em ambos os casos, o sacrifício do cordeiro foi o grande marco e grande símbolo. Se para o judeu o sangue do cordeiro representava a passagem do anjo da morte sem tocar em quem tivesse a marca. O sangue de Jesus também indica, para os cristãos, serem marcados pelo sacrifício do cordeiro para a salvação dos pecados e, consequentemente, aptos para viver a adoção de filhos de Deus.

É, justamente, por causa de Jesus que temos o direito de participar como filhos do Reino de Deus. Como diz o autor de Hebreus, Cristo abriu o caminho que nos dá direito a sala do trono daquele que é Senhor e Reino de todo universo, mas que decidiu ser chamado e conhecido por nós como Pai. Não um pai comum, mas o Pai da eternidade.

Celebremos a Cristo, nosso cordeiro pascoal!




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21 março 2019

O CARÁTER DE CRISTO EM NÓS


Falar de caráter pode parecer algo desnecessário, principalmente quando o acesso a informação está mais fácil do que nunca. Ninguém precisa passar décadas dentro de uma sala de aula, estudar filosofia, sociologia, teologia, etc. para compreender os meandros do significado da palavra caráter.

Somos familiarizados com os significados desta palavra desde pequenos, quando começamos a ouvir pais e responsáveis dizendo que devemos ter um bom caráter. Crescemos sendo modelados a exercitar habilidades determinantes de alguém que seja, reconhecidamente, um bom caráter.

Em linhas gerais, basta a pessoa ser boa pagadora; não viver envolvida em confusões, brigas discórdias; procurar obedecer todas as regras e caminhar de forma justa e honesta para ser reconhecida como uma pessoa de boa índole.

Contudo, quando olhamos as coisas a partir da perspectiva divina, tendo a Bíblia como base para algo ainda maior, para algo superior, compreendemos que o caráter cristão está acima do caráter natural. Qualquer ser humano pode fazer coisas boas e ser reconhecido por elas, mas só quem recebeu o caráter de Cristo, através da experiência do novo nascimento, pode manifestar as características de fundamentais de um discípulos de Jesus.

Em síntese, o discípulo de Jesus cumpre todas os requisitos para se ter um bom caráter aos olhos humanos, mas supera as expectativas ao caminhar de acordo com a vontade de Deus, revelada através das Sagradas Escrituras. O caráter Cristão não é algo natural, mas espiritual.

A única forma de manifestá-lo é através do reconhecimento de Jesus Cristo como Senhor e Salvador de nossas vidas. Quando isto acontece passamos a ser direcionados pelo Espírito Santo e aprendemos como agir e falar de acordo com a vontade do Pai.

Isto implica em não andar mais segundo nossas próprias vontades carnais, mas buscando, incessantemente, ser o mais parecidos com Cristo possível. “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.” (1 Coríntios 11: 1).

É possível que alguns questionem dizendo não ser possível ser perfeitos como Jesus. Entretanto, quem disse que seríamos perfeitos? Buscar ser iguais a Cristo é uma atitude diária e que só será possível em sua plenitude quando Ele voltar para buscar a sua igreja.

Enquanto isto, seguimos como o apóstolo Paulo, “Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também alcançado por Cristo Jesus.” (Filipenses 3:12).



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20 março 2019

O CARÁTER QUE O MUNDO ESPERA


Lembro-me de um episódio ocorrido na minha adolescência, estava reunido com os colegas do bairro, esperando o pessoal chegar para mais uma partida épica de futebol, daquelas que só tem horário para começar e ninguém sabe que horas irá terminar. Em determinado momento da longa espera pelos atrasados, um dos nossos amigos olha para mim e diz:

─ “Mas agora você não é crente? Por que está de bermuda?”.
A pergunta fora feita pouco depois de minha conversão, ainda não estava muito habituado com as coisas da igreja e, como alguns podem ter se espantado, pois hoje se usa bermuda até no púlpito, naquela época até os não crentes achavam estranho um crente utilizar bermuda. E olhe que não faz tanto tempo assim.

Recordo-me de ter dado um sorriso e respondido algo do tipo: usar bermuda não é pecado, mas o que tinha que mudar seriam minhas atitudes... Um colega disse que não tinha nada haver aquele questionamento; o outro falou de como as coisas tinham mudado e o colega da pergunta deu um sorriso como se tivesse entendido e continuamos a espera de outros colegas falando sobre ostras coisas.

Até hoje penso naquele momento, pois quando fui para casa fiquei pensando em como nos tornamos referência para aqueles que estão a nossa volta. É claro que continuo acreditando não ser pecado usar uma bermuda, mas tenho ainda mais forte em meu coração o quão importantes são nossas atitudes.

Isto porque, elas são a manifestação do nosso caráter. A maneira como agimos e reagimos é a forma como o mundo nos vê. É a manifestação física do no caráter cristão. Por este motivo necessitamos estar sempre vigilantes, para que venhamos resplandecer a luz de Cristo e outros sejam alcançados por Jesus.

Se tem uma coisa que aprendi naquele dia é o quanto o mundo olha para nós e espera que sejamos diferentes. Por mais que nos critiquem; que nos ridicularizem; que nos chamem de quadrado, etc. Eles continuam esperando que manifestemos o caráter de Cristo em nossas ações. O mundo não quer que sejamos iguais a eles, o verdadeiro clamor dos corações é que sejamos diferentes, pois é justamente isto que lhes dá esperança.

Vejo centenas de cristãos, novos e antigos, buscando uma maneira de se parecerem com as pessoas do mundo, justificando-se com o argumento de que é para alcançá-los e convertê-los. Mas, não percebem que o verdadeiro desejo das pessoas é olhar e ver aquele crente quadrado que lhes dá segurança, esperança e fé.



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02 fevereiro 2019

ESPERANÇA PARA O FUTURO


O mundo tende a olhar para nós cristãos com certa ironia, aquele velho ar de deboche e muita desconfiança. Tudo por causa da crença de que não somos meros mortais esperando o momento de deixar esta breve existência, mas filhos convictos de um Deus poderoso, que nos prometeu uma morada eterna.

Quando olhamos para os noticiários e manchetes de jornal, sejam eles online ou impressos, temos a sensação de que estamos vivendo uma era onde as pessoas perderam, completamente, a esperança em relação ao seu futuro. É como se, por mais evoluções que estejamos vivenciando acontecer, o medo e a incerteza permeiem seus pensamentos.

Pior ainda, quando observamos a constante busca por respostas: de onde viemos? Quem somos? Para onde estamos indo? Questionamentos como estes têm levado um número incontável de indivíduos a procurarem uma resposta em diversos meios diferentes (ciência, religião, esoterismo, astrologia, etc.).
Isto sem contar um número ainda maior que tem apoiado suas expectativas em coisas efêmeras, perdendo a maior parte do seu tempo na tentativa de suprir suas carências físicas, emocionais e espirituais em coisas que não lhes trará benefícios a longo prazo.

Contudo, no fundo, todos estão à procura da mesma coisa, algo que possa lhes dar uma verdadeira direção em relação ao seu futuro. O dinheiro, os bens, o poder, etc., são apenas tentativas frustradas de saciar a verdadeira sede da alma. O que não percebem é o quanto têm perdido o foco daquilo que realmente importa: a eternidade.

Isto me fez lembrar um episódio da vida do nosso Senhor Jesus em que, ao perceber o sentimento de desesperança dos discípulos em relação ao futuro, lhes transmite um ensinamento poderoso que regeria toda a história de suas vidas e das gerações futuras de novos discípulos:

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.” (João 14:1-3).

A certeza de que Jesus irá voltar não é apenas uma simples crença, um dogma da igreja cristã, ela é o que nos motiva, nosso norte, nossa convicção de que haverá um lugar onde poderemos morar. Mas, acima de tudo, nela está a certeza do cumprimento da promessa do nosso Senhor e Rei, Jesus.

Este é o motivo pela qual o mundo nos chama de alienados, pois cremos na volta de Jesus, nas nuvens do céu, e na sua promessa de uma morada eterna. Nesta certeza nos movemos, trabalhamos e vivemos.




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01 fevereiro 2019

A MAIOR EXPECTATIVA CRISTÃ


A expectativa da volta de Jesus permeia toda a experiência da vida cristã. Esta é uma esperança viva que determina o nível de relacionamento, entrega e fé de cada discípulo de Cristo.

Isto porque, não é possível acreditar apenas na morte e ressurreição de Jesus e ignorar o fato de que um dia Ele voltará para buscar a sua igreja. Este último evento faz parte de uma promessa que o Mestre fizera aos seus discípulos quando ainda estava vivo.

Desta forma, crer em Jesus implica, impreterivelmente, em crer no seu retorno nas nuvens do céu. Não somente isto, mas também ter fé na promessa de um novo lar.
Esta é nossa maior esperança; nela nos movemos e sobre ela pregamos.

Seguindo os ensinamentos dos apóstolos, cremos que Deus enviou seu filho unigênito para salvar o mundo; este fora morto pelos nossos pecados, reconciliando-nos com Deus; ao terceiro dia, o mesmo Jesus ressuscitou dos mortos e hoje vive a destra de Deus Pai, aguardando o dia do seu retorno para buscar a sua igreja, a qual fazemos parte.

Por este motivo, arde em nosso coração o mesmo sentimento dos apóstolos do primeiro século: o retorno de Jesus Cristo para buscar a igreja. Juntos, unimos nosso clamor as orações dos cristãos antes de nós, que ecoam pelos séculos, até o trono de Deus e dizem: 

“Maranata! Ora vem Senhor Jesus!”




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