04 junho 2018

LEVEL UP


Desafio, uma constate na vida do ser humano. Desde o momento da sua concepção, até o dia da sua morte sempre haverá situações a serem superadas, uma delas trata-se do próprio envelhecimento e os desafios que ele nos traz.  A forma como se apresentam pode diferenciar-se de pessoa para pessoa, mas sempre existirão.

Problemas não são exclusividades de alguns, mas oportunidades do indivíduo demonstrar sua capacidade de resiliência, suportando a pressão, ao ponto de encontrar soluções eficazes para superar estes desafios. Os problemas aqui não são, necessariamente, os obstáculos e sim a própria pessoa lhe impondo limites antes mesmo de procurar alternativas para transpor o tempo de provação.

Isto mesmo, estimado leitor, os momentos de dificuldade não passam de testes. Estamos sendo, de alguma forma, provados. Contudo, toda provação tem como finalidade levar a pessoa a um novo patamar, a uma nova posição.

Tomemos como exemplo um episódio bem conhecido da maioria, quando Saul, o rei de Israel, e todo seu exército estavam sendo afrontados pelo gigante Golias. Segundo os relatos bíblicos, ninguém ousou enfrentá-lo, mesmo o rei estabelecendo uma série de recompensas. Foram dias de humilhação, de vergonha e medo.

Mas, não eram todos eles soldados forjados para a batalha? O próprio rei não tinha uma vasta experiência em guerra? Então, por que se deixaram abater pelo tamanho e palavras do gigante? Por que se deixaram levar pelo medo?

Estas perguntas ainda ecoam até hoje, todavia não mais relacionadas a Saul e ao seu poderoso exército e sim a mim e a você. Por que permitimos que as situações de desafios sucumbam com nossas forças e nos levem a desistir dos nossos projetos? Qual motivo de focarmos mais no “gigante desafio”? Por que nos rendemos tão facilmente ao medo?

Isto me faz perceber que os vitoriosos não são aqueles que possuem maior treinamento ou preparo, mas aqueles que, mesmo sem qualquer “qualificação”, focam em uma maneira de vencer.

Quando Davi entrou no campo de batalha sua missão era uma só: levar alimento para os seus irmãos e voltar para casa em segurança. Contudo, ao perceber o espanto do povo, o desânimo do exército e o desespero do rei tomou a decisão mais inesperada de toda a história: enfrentar o gigante sem qualquer treinamento para a batalha. Ele decidiu Superar-se.

Uma atitude questionável se olharmos pelo ponto de vista lógico, é verdade. Mas, para aqueles que sabem quem são e em quem confiam, aquela não era a melhor opção, mas a única. Para o pequeno pastor de ovelhas não havia outra alternativa, se não vencer o gigante. O resto da história já conhecemos, Davi venceu Golias e subiu de nível, deixando de ser o esquecido pastor de ovelhas para se transformar em um dos homens mais conhecidos da história.

O certo é que temos gigantes a nos afrontar todos os dias. A única diferença é que mudamos os seus nomes. Alguns são chamados de doença, crise financeira, problema conjugal, etc. Diante deles só temos duas alternativas: ficar paralisados pelo medo ou enfrentar a situação e vencer.

Qual é o seu gigante? Melhor, qual a sua decisão diante deste gigante?

01 junho 2018

COTIDIANO DE SUPERAÇÃO


Confesso que enquanto meditava para poder escrever este artigo, minha mente divagou entre os inúmeros personagens conhecidos que se tornaram os grandes modelos de superação.

À medida que buscava cada um deles em minha memória, a fim de escolher aquele que seria o mais adequado para colocar neste texto, me deparei entre dois caminhos distintos: falar sobre o seleto grupo dos “grandes superadores” ou discorrer sobre a massa que vive um cotidiano de superação.

Nesta última classe se encontram pessoas comuns, como eu e você. Gente que está longe de se tornar um esportista de alto desempenho, mas que vive uma constante avalanche de superação todos os dias.

Pessoas como aquele marido, que surpreendeu a esposa ao chegar em casa mais cedo e trocar aquela velha lâmpada queimada; ou aquela esposa que decidiu superar-se e fazer o prato predileto do marido; quem sabe do filho que arrumou o quarto sem ninguém pedir ou daquele seu funcionário, que mudou de postura e está despontando como uma das grandes surpresas da companhia.

Por falar em cotidiano, filhos pequenos estão sempre a nos surpreender não é verdade. Imagine você: de repente chega na sala e aquele cotoquinho de gente está de pé, dando seus primeiros passos, tirando de você a oportunidade de gravar este momento ímpar. E como se não bastasse, quando você se lembra de gravar ele lhe olha, dá um sorriso sarcástico e se senta, como se estivesse esperando tal momento há meses.

É possível que neste momento, enquanto você lê está matéria, alguém esteja na sua frente, fazendo algo que seja capaz de lhe surpreender.

Infelizmente, passamos a maior parte do tempo procurando motivação na superação extraordinária de uma pequena minoria e nos esquecemos de admirar o cotidiano de superação daqueles que estão a nossa volta e, porque não dizer, nos esquecemos dos nossos próprios “pequenos” momentos de superação.

Portanto, celebre cada conquista. Alegre-se e seja grato por poder viver superando a si mesmo todos os dias.

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