09 abril 2018

SOLIDARIZAR-SE É PRECISO


No mês de março o Brasil recebeu com espanto, dor e indignação a notícia das mortes da vereadora da cidade do Rio de Janeiro, a Marielle Franco e do seu motorista Anderson Gomes. A comoção foi tamanha que até mesmo cidades vizinhas e outros estados se solidarizaram com suas famílias.

Porém, infelizmente, também vimos centenas de pessoas se aproveitando da situação para fazer politicagem. Isto sem contar aqueles que decidiram atacar veementemente a imagem da Marielle, na tentativa medíocre de destruir a credibilidade da vereadora e tentar associá-la a pessoas de baixo calão.  Tem até mesmo os que se aproveitaram da situação apenas com o intuito de vender matéria de jornal.

O que vimos, neste contexto tão trágico, foram pessoas levando para o lado partidário, ideológico, religioso, etc., se esquecendo que por trás de tudo aquilo havia famílias necessitando de um abraço, de um consolo, de respeito. Contudo, graças a Deus, a maioria ainda teve a hombridade e a sensibilidade de agir solidariamente com os familiares e amigos.

É diante de episódios como estes que podemos medir como andam os valores de uma sociedade. E, diante de tudo que pudemos observar, concluímos que ainda é possível ter esperança.

Embora todos os dias centenas de “Marieles” e “Andersons” “anônimos” sejam mortos covardemente por homens egoístas, que pensam apenas em seus interesses pessoais e não valorizam a vida, pudemos contemplar a imensidão de brasileiros solidários, nos ensinando através de pequenos gestos a importância de um ato de solidariedade.

Aliás, a própria Marielle foi um exemplo vivo de solidariedade ao abraçar as diversas causas sociais no Rio de Janeiro. Tanto, que até mesmo depois de sua morte permanece o grito: “Solidarizar-se é preciso!”.

06 abril 2018

SOLIDARIEDADE, UM ARTIGO DE LUXO

Na atualidade falar de determinadas atitudes como a solidariedade pode parecer o mesmo que um cidadão da idade média dizer que seria possível o homem criar um meio de transporte capaz de voar. E olhe, caro leitor, que não estou exagerando.

É bem verdade que ainda existe muita gente boa por aí. Pessoas preocupadas com o bem estar dos outros; desejosas por fazer o bem. Contudo, o sentimento mais evidente desta última geração, por incrível que pareça, é a frieza. Infelizmente, a maioria está mais preocupada em atingir suas próprias metas, em alcançar seus próprios interesses e, para isto, acabam passando por cima de valores primordiais para uma vida em sociedade. 

Até bem pouco tempo víamos um senso de solidariedade impregnado no ser humano. Naturalmente as pessoas se solidarizavam com o próximo. Infelizmente, devido também a dinâmica do mundo e das relações, já não é mais bem assim. 

Há algumas décadas quando chegava um visitante em casa ele era tratado com as maiores honrarias, todos os membros da casa eram solidários. Hoje em dia já não ocorre mais desta maneira e uma visita dificilmente é bem quista.

Anteriormente, a dor de um vizinho era a dor de todos. As pessoas se juntavam para tentar arrumar uma solução para resolução do problema. Hoje, transformou-se em espetáculo ver o outro padecendo necessidade.

Poderíamos citar ainda um número incontável de casos reais, repletos de detalhes, dor e lágrimas onde seria possível constatar a frieza do coração de uma parcela da sociedade.

Infelizmente, a solidariedade tem sido um artigo de luxo nas prateleiras empoeiradas do coração de alguns. Entretanto, estamos longe de ser pessimistas. Ainda acreditamos na bondade existente em cada coração e que, se fizermos a nossa parte, poderemos influenciar outros a voltarem as belas práticas da solidariedade.

PROFISSIONAIS HUMANOS