23 julho 2012

O ALVO PRINCIPAL


O homem vive em busca de vários objetivos todos os dias. Parece incansável por alcançar novos propósitos, projetos e sonhos e acaba se esquecendo daquilo que realmente faz a diferença.
Não que seja errado buscar essas coisas, o problema está em colocá-las à frente daquilo que realmente importa. Digamos que estão deixando de lado a prioridade, para tentar alcançar o secundário.
Jesus ensinou o seguinte: “Mas, buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6: 33). Segundo o Mestre, devemos buscar primeiro aquilo que realmente importa, deixando em segundo plano a busca pelas demais coisas.
Quando Ele disse isso não estava querendo diminuir a responsabilidade da busca pelas coisas naturais do mundo, queria apenas restabelecer o projeto inicial, deturpado pela queda do homem no jardim do Édem.
Fomos criados para nos relacionarmos com Deus, esse sempre foi o alvo principal. Estar em constante relacionamento com o Eterno é o maior de todos os objetivos, qualquer coisa fora desse projeto leva a direção errada.
O problema é que buscamos várias coisas durante a vida, queremos alcançar vários objetivos, almejamos sempre àquilo que é secundário e deixamos de as prioridades, o alvo principal.
É por isso que muitas pessoas estão perdidas, insatisfeitas com tudo, em depressão e muitos outros problemas que perturbam a vida humana. Tudo porque perderam o foco e agora vivem em completa infelicidade, em busca de algo capaz de saciar suas carências físicas, emocionais e espirituais.
Mas, como disse Jesus, a única forma de alcançar a plenitude na vida é buscando, em primeiro lugar, o Reino de Deus. Em outras palavras, a vontade de Deus deve estar sempre no lugar mais importante de nossas vidas.
É preciso redefinir nosso alvo principal. Para isso, torna-se necessário reorganizar nossas prioridades, refazer nossos objetivos e colocar o Reino de Deus acima de nossas próprias vontades.

19 julho 2012

O Dom do Perdão


Uma das maiores dificuldades de todo indivíduo é reconhecer que está errado. Tal atitude complica quando se torna necessário voltar atrás e pedir perdão aquele a quem feriu.
Parece que o ato de pedir perdão, ou perdoar, mexe com o orgulho da pessoa, fazendo-a pensar que ao tomar tal decisão estará se rebaixando diante do outro. Por isso, o perdão tem sido o calcanhar de Aquiles da humanidade.
Mas, ao contrário do pensamento da maioria, essa atitude é uma das mais belas do comportamento humano, sendo o diferencial de caráter de qualquer indivíduo. Por mais difícil que seja, perdoar sempre será a prova da nobreza, do nível de cura e libertação de uma pessoa.
Perdoar não é sinal de fragilidade, mas de força e ousadia. Basta analisar o cotidiano e veremos como isso é verdadeiro. A maioria das pessoas se esconde atrás de rancores e mágoas todos os dias, negando perdoar e pedir perdão. Mas os curados decidem agir de forma contrária, liberando e pedindo perdão sempre que se faz necessário.
O perdão é algo tão importante no relacionamento que Jesus ensinou os seus discípulos a tomarem essa atitude todas as vezes que ocorrer uma desavença. Segundo o Mestre, tomar a atitude de reconhecer o seu erro e pedir perdão pelas suas falhas está ligado, inclusive, a adoração.
Por isso, é de extrema importância que cada irmão tenha o seu coração livre para perdoar, sem guardar qualquer tipo de rancor contra os demais, a fim de estar sempre livre para entrar na presença do Rei sem nenhuma acusação.
Perdoar é um dom que precisa ser praticado constantemente pelos seguidores de Jesus. Lembrando sempre que para recebê-lo do Senhor é necessário também liberar perdão sobre os outros.

13 julho 2012

APONTAR O DEDO É FÁCIL, DIFÍCIL É ESTENDER A MÃO

O mundo está cheio de pessoas dispostas a apontar os erros dos outros. Parece que esse tipo de gente passa 24h por dia buscando alguma falha para poder lançar seu veneno mortífero.

Esse tipo de gente não se preocupa com os sentimentos, família e profissão de ninguém. Tudo que querem é uma oportunidade de delatar o pecado dos outros, como se fossem juízes, cheios de autoridade para julgar quem quer que seja.

Eles se esquecem que são pessoas, como todas as outras, passíveis de erros tão graves como os daqueles a quem vivem perseguindo. Aliás, a maioria desses indivíduos age dessa forma para esconder seu próprio pecado, desviando a atenção dos seus deslizes, colocando a culpa toda para cima do próximo.

A Bíblia nos ensina o seguinte: “Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; ” (Mateus 7:1-2).

Aqueles que julgam o próximo devem se lembrar que também estão sendo observados e que tomar este tipo de atitude é cavar a própria cova. 

Certa vez, levaram uma mulher adúltera até Jesus, eles esperavam que o Mestre a condenasse a morte, afinal, ela havia desrespeitado a lei de Moisés. Para surpresa de todos a atitude do Messias foi completamente diferente, pois Ele colocou a responsabilidade dessa atitude nas mãos dos acusadores dizendo: "Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela" (João 8:7). 

É fácil apontar o dedo para os outros, dizer que estão em pecado e irão para o inferno, difícil é assumir a culpa pelos seus próprios erros. O relato Bíblico continua dizendo que todos começaram a ir embora, do mais jovem até o mais velho, pois não podiam condenar alguém se a vida deles estava tão suja quanto à daquela mulher.

Pare de acusar os outros, faça algo mais útil, capaz de transformar a vida de alguém, estenda suas mãos para ajudar a levantar aqueles que estão caídos. Não desperdice tempo apontando o dedo, quando poderia estender a mão.

11 julho 2012

Aprendendo com o Sofrimento


Você já percebeu que determinados acontecimentos tem a capacidade de unir as pessoas, principalmente quando esses eventos causam algum tipo de trauma nos envolvidos. É como se a dor tivesse o poder de atrair os pares, fazendo-os trabalhar juntos.
É só observar como as pessoas se portam diante de um caso de doença na família. Existem casos onde alguns membros não se falam há muito tempo, mas a dor e o sofrimento, seja por causa de uma doença ou uma morte, é capaz de uni-los novamente, quebrando as barreiras e abrindo as portas para o perdão.
Infelizmente isso não acontece em todos os casos, existem aqueles com coração tão duro, que nem esses momentos para amolecer o seu paredão. Isso não significa que a atitude da maioria é a mesma.
Isso acontece em todas as culturas. Ele pode atingir apenas a um pequeno grupo, como a família e amigos, ou comover uma nação inteira. Vide o caso do onze de Setembro nos EUA, das tragédias que atingiram a região serrana no Rio de Janeiro e o Tsunami que destruiu parte da costa do Japão.
Nesses momentos, aprendemos que a solidariedade, o amor, a compaixão, dentre outros sentimentos, passam a ser mais importantes do que nossos conceitos, dando a oportunidade de reconciliação, além de levar a unidade em torno de um objetivo comum.
É justamente sobre esses sentimentos que queremos abordar aqui, afinal de contas, eles são à base da estrutura do bom funcionamento de qualquer sociedade, ou relacionamento. Todas as vezes que o homem despreza tais emoções entra em um declínio moral e espiritual terrível.
O alicerce de todo relacionamento, independente do nível, está no respeito, na solidariedade, no amor e compaixão pelos seus semelhantes. Viver sem esses sentimentos significa ser controlado pelo ódio, pela insensatez, pela maldade e pela destruição.
Por isso, quando uma família se une em torno de um grande problema o amor começa a fazer a diferença, pois ele tem o poder de destruir as barreiras criadas pelo ódio, trazendo paz e perdão aos corações.
Outro ponto importante a destacar nesses momentos é o da unidade. Muitas vezes as pessoas passam anos sem se ver, sem importar-se com o bem estar do outro, sem buscar estar perto, de procurar saber alguém precisa de alguma coisa. Mas diante da dor são unidos novamente em um só propósito.
A dor é capaz de reunir aqueles que estavam distantes, de levar a reconciliação os que estavam em guerra, de restaurar o amor onde operava o ódio e de trazer unidade aqueles que estavam vivendo separados.
Isso não significa que o sofrimento irá passar instantaneamente, mas, com certeza, dará aos envolvidos um ânimo redobrado para prosseguir a caminhada, buscando maneiras de vencer, juntos, a dor que estão sentindo.
O sofrimento ensina o ser humano a valorizar os seus relacionamentos, mostrando que nada na vida pode ter maior prioridade do que aqueles a quem se ama.

10 julho 2012

Deus não está Alheio ao seu Sofrimento


Falar sobre o sofrimento humano é complicado, são tantas hipóteses, argumentos e indagações que fica difícil estabelecer um padrão de resposta correta. Aliás, há muito tempo pessoas de todas as religiões, cientistas, sociólogos, etc. tentam desvendar o grande mistério do sofrimento humano.
No campo da religião, uma boa parte utiliza o livro de Jó, na tentativa, algumas vezes obcecada, de responder a esse mistério. Mas, diga-se de passagem, ninguém nunca chega a lugar algum.
 A verdade é que não temos uma resposta concreta sobre o assunto, podemos apenas especular as causas, mas nunca dar a certeza do seu real propósito.
Mas, podemos procurar responder outras perguntas que se fazem necessárias, por exemplo, “como enfrentar o sofrimento?”; “onde encontrar conforto?”; “o que fazer em meio às dificuldades da vida?” Essas, e outras perguntas, são importantes em nossa trajetória.
A melhor maneira de enfrentar o sofrimento é através da fé, tendo a certeza de que Deus, em sua infinita misericórdia, está olhando por nós e trabalhando, com o propósito de aniquilar o nosso sofrimento. Aliás, foi Ele mesmo quem prometeu um dia acabar com todo sofrimento humano, dando-nos um alívio eterno.
Confiar em sua provisão é uma das formas mais eficazes de ultrapassar as barreiras levantadas pelo sofrimento, pois a fé traz consolo e esperança de que dias melhores virão.
Por falar nisso, é a convicção de que existem dias melhores preparados o motivador da nossa caminhada. Pensar sobre isso nos faz tirar os olhos da dificuldade, olhar para o futuro e desejar alcançar aquilo que foi prometido pelo Eterno.
Alguns, no auge de sua dor, acabam sucumbindo diante do sofrimento implacável que lhes abate a alma. Mas, olhar para o Criador, crendo que Ele é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo que pedimos ou pensamos, é capaz de confortar o espírito, arrancando as incertezas e renovando a .
Sei que existem momentos onde as trevas parecem tão densas que você não consegue enxergar um palmo a sua frente, mas lembre-se da palavra de Deus dizendo: “Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir” (Isaías 59:1).
Deus habita com os de coração contrito, confiam em sua palavra e creem que Ele é poderoso para resolver todos os seus problemas. A única coisa que Ele pede é total confiança em sua palavra e rendição a sua vontade.
Não importam quais são os problemas que você está enfrentando, se o sofrimento é grande ou pequeno, o Eterno estará sempre ao seu lado, ouvindo a sua voz e respondendo as suas orações.
Deus nunca abandona seus filhos, Ele sempre cuida do bem estar deles, ainda que as circunstâncias pareçam contrárias e a sua voz não possa ser ouvida. O silêncio não significa que Ele se esqueceu de você. Deus não está alheio ao seu sofrimento.

09 julho 2012

A Brevidade da Vida


Os acontecimentos do último final de semana me fizerem refletir sobre alguns assuntos referentes ao estado da vida humana aqui na terra. Estive pensando sobre a brevidade da vida, o sofrimento humano e como aprendemos a valorizar aqueles que estão a nossa volta nesses momentos. Vou tentar expressá-los aqui durante esses dias.
Nesse primeiro momento gostaria de discorrer um pouco sobre a morte, afinal de contas, somos confrontados por ela a todo instante. Para ela, não importa quantos anos tenha, quais são seus recursos financeiros, se tem projetos ou se ainda não realizou os seus sonhos. A verdade, é que um dia ela chega, de forma implacável e sem avisar destruindo o grande castelo de areia, que é a vida.
Alguns pensam sobre o tema com pavor incontrolável, outros com pesar e existem aqueles que ainda têm o prazer em falar desse assunto, pois o aguardam como solução para todos os seus problemas.
O apóstolo Tiago declarou em sua epístola o seguinte: “Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece” (Tiago 4: 14).
Alguns podem até pensar que ele era um pessimista, fissurado pela morte, mas ao observar o texto o leitor poderá compreender que seu propósito era instruir os discípulos de Jesus sobre a brevidade do tempo aqui na terra.
Por isso, a necessidade de se fazer as escolhas corretas, afinal ninguém sabe quanto tempo ainda resta. A morte é algo tão imprevisível que pode acontecer a qualquer momento, em qualquer lugar e a qualquer pessoa. Como diz o ditado popular: “Para morrer basta estar vivo.”
Também não queremos ser pessimistas, nem assustar ninguém, nosso objetivo é refletir sobre esse assunto, procurando encontrar aquilo que pode no trazer esperança. Como disse no início, fui levado a pensar sobre o assunto, mais isso não significa que devemos viver desejando a morte.
Agora, é certo que precisamos aprender a fazer as escolhas certas, pois teremos uma eternidade pela frente. A Bíblia nos garante que a morte não é o fim, mas apenas o início de uma jornada eterna.
O que fazemos aqui nessa vida refletirá por toda a eternidade. As escolhas, portanto, devem ser feitas calculando, cuidadosamente cada uma das consequências, pois depois da morte não haverá mais tempo de voltar atrás.
Dessa forma, é preciso estar sempre pronto para o dia em que seremos chamados a comparecer diante do trono de Deus, sabendo que seremos recompensados pelas escolhas, certas ou erradas, feitas durante nossa breve vida aqui nesse planeta.

07 julho 2012

Não Existe Ninguém Igual a Você


O mundo está cheio de pessoas fingindo ser uma coisa que não são. A maioria quer fugir de sua realidade de vida; outros querem convencer os demais de sua capacidade; existem aqueles buscando apenas reconhecimento; e poucos vivem a realidade.
Somos seres individuais, cada um de nós tem suas qualidades, valores e defeitos. Ninguém é, ou será, igual ao outro. Por mais que se esforce, sempre terá em suas atitudes características primordiais que o diferem dos demais.
É claro, que sempre tomaremos outras pessoas como exemplo de vida, não é esse o assunto abordado aqui. Nosso objetivo é lembrá-lo da individualidade de cada ser humano. Nem gêmeos idênticos são iguais na personalidade.
Deus criou cada homem para ser único. Sendo assim, colocou característica singulares em cada pessoa. Tudo isso tem como projeto o crescimento individual e coletivo, a fim de que todos os homens trabalhem em prol do bem comum.
Basta observar a diversidade de dons existentes no  mundo. Existem pessoas com uma habilidade sobrenatural de fazer determinados trabalhos rapidamente; outros são extremamente analíticos, tendo a capacidade de observar detalhes do projeto; algumas pessoas são motivadoras, levando todo o grupo a trabalhar na realização da tarefa.
Em fim, poderíamos passar horas falando sobre as capacidades exclusivas encontradas nas pessoas, sem repetir qualquer uma delas, ainda assim não chegaríamos a terça parte daquilo que o homem é capaz de fazer.
Porém, nosso objetivo é lembrar a você que todos nós temos qualidades fundamentais para o crescimento do ambiente onde convivemos. Todos têm valor, independente do que sabem realizar.
O apóstolo Paulo, em suas epístolas apresenta a importância de cada discípulo, no crescimento e desenvolvimento do corpo da igreja. Em um desses textos ele diz o seguinte: “Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também” (1 Coríntios 12:12).
O objetivo do apóstolo era de mostrar a cada discípulo sua importância no trabalho desenvolvido pela igreja, mais do que isso, era apontar sua singualridade como membro do corpo de Cristo.
Todos nós temos um valor sobrenatural para Deus, fomos criados a sua imagem e semelhança, e por isso devemos viver como seres individuais, capazes de realizar qualquer tarefa direcionada pelo Senhor, temos uma importância fundamental em sua obra.
Para isso, devemos agir e viver como Deus nos criou, lembrando que cada uma de nossas habilidades tem um propósito específico. O Eterno nos criou como seres individuais para sermos a eterna expressão de sua glória. Portanto, cumpra seu propósito e seja você mesmo, pois não existe ninguém igual a você.

04 julho 2012

Santo Egoísmo


O egoísmo é uma das atitudes mais observadas em pessoas de todas as idades, independente da classe social ou poder econômico. Os que agem dessa forma parecem ter o coração de pedra, pois não se preocupam com as necessidades do outro.
Pessoas egoístas só pensam em satisfazer suas necessidades, estão sempre buscando realizar seus desejos, sem se preocupar com as necessidades dos outros. Elas nunca estão prontas para ajudar ninguém, mesmo que tenham a capacidade de fazer o bem, não o fazem.
Outra característica desses indivíduos é a ganância. Quanto mais eles têm, mais desejam adquirir. É como se pudessem abraçar o mundo e nunca fossem perder o que juntaram. Antes de surgir qualquer questionamento, queremos deixar claro que não é errado juntar, o assunto abordado aqui é outro e aponta para a cupidez.
Com certeza você já passou por situações onde necessitou da ajuda de alguém. Pior do que isso é saber que poderia ter recebido o apoio que precisava, mas isso não aconteceu, pois rejeitaram socorrê-lo. Em determinados momentos, a pessoa é tão egoísta que prefere deixar as coisas estragando do que ajudar aos outros.
O autor do livro de Provérbios diz o seguinte: “Ao que distribui mais se lhe acrescenta, e ao que retém mais do que é justo, é para a sua perda” (Provérbios 11. 24). Se observarmos atentamente o texto veremos que ele está falando do egoísmo.
Aquele que ajunta desregradamente, apenas para satisfazer seus próprios interesses, sem nunca preocupar-se com os outros a sua volta, acaba não desfrutando daquilo que tem, pois está tão envolvido na tarefa de adquirir, que acaba esquecendo de usufruir dos seus bens.
Em contra partida, uma pessoa com coração dadivoso, que ama abençoar os outros, desejoso de ver o bem do seu próximo, está sempre com o coração alegre, pois vê a recompensa do seu trabalho estampada no sorriso de alguém.
É claro que a decisão de ajudar é uma escolha individual. Ninguém é obrigado a amparar ninguém. Porém, todos colherão o fruto do seu plantio. Os que semeiam a bondade colhem os frutos da generosidade, mas aqueles que plantam egoísmo recolherão os frutos da sua ganância.
O ato de compartilhar o que tem é uma atitude daqueles que tem o coração sarado e estão prontos para auxiliar os outros em sua jornada, mesmo que isso lhes custe perder (doar) algumas coisas.

03 julho 2012

Tome uma Atitude


Todos os dias é possível encontrar algum tipo de obstáculo diferente tentando nos fazer parar. Eles aparecem quando não esperamos, com objetivo de destruir as fortalezas da alma, a fim de nos levar a desistir daquilo que buscamos.
Esses obstáculos podem ser pensamentos, erros, palavras depreciativas ou desanimadoras, acusações, situações difíceis, dentre muitas outras coisas. Tudo isso parece girar em torno de um único propósito, a falência dos nossos projetos.
Mas, o que fará a diferença, é a atitude de prosseguir, mesmo diante das dificuldades. Aliás, quando o obstáculo se apresenta é preciso que a pessoa tome uma posição, tendo a coragem de lutar, pois caso contrário sucumbirá diante dele.
Alguns, mais fracos, tendem a se render as tentações, a desistir de lutar, se entregando aos problemas, como se nunca fossem conseguir transpor as barreiras. Eles passam a viver cativos do problema, pois nunca tomaram a atitude de vencê-los.
Fico imaginando aquele homem cego, a beira do caminho, clamando incansavelmente por Jesus, relatado na Bíblia. Todos os que estavam a sua volta tentaram calar a sua voz, ordenaram seu silêncio e procuraram desanimá-lo. Mas ele continuou clamando até o Mestre ouvir.
Sua persistência, sua e sua luta chamaram a atenção do Messias, que parou e mandou chamá-lo. A recompensa por sua perseverança foi conquistada, pois não se rendeu as palavras de desânimo e a situação difícil em que se encontrava.
Ele tinha todas as desculpas para desanimar. Era cego, mendigo, desprezado pela família, rejeitado pela sociedade e considerado um amaldiçoado. Ninguém nunca parou para ouvir a sua voz, ou se importou com sua dor. Ele vivia as margens do caminho, vivendo da piedade e das esmolas que conseguia ganhar.
Mas, quando ouviu que Jesus iria passar, tomou uma atitude, levantou-se e começou a clamar com todas as suas forças, até conseguir chamar a atenção do Mestre.
Você pode permanecer parado, vivendo na mesmice de sempre, dando desculpas para o seu fracasso, ou tomar uma atitude de mudança. Para isso, é preciso se levantar, deixar de lado os pretextos para derrota e começar a agir, mesmo que isso significa apenas clamar.
Saia dessa posição de miserável, deixe de aparentar ser apenas mais um, tome uma posição. Todos os aqueles que o amam esperam algo diferente de você. Dê uma resposta aos que torcem pelo seu fracasso.
Deus não o criou para viver como um derrotado, mendigando o carinho, o respeito, a atenção e a compaixão dos outros. Ele o criou para ser um vencedor, assim como restaurou a vida daquele cego, o Mestre também quer restaurar a sua. Basta apenas que você tome a coragem de sair da beira do caminho, encare os desafios e clame pela sua graça e misericórdia.

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